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05/11/2021

Informes Setor Elétrico

RS assume compromisso de neutralização de carbono até 2050 

Na próxima semana, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), o governador Eduardo Leite vai assumir compromissos para a descarbonização do Rio Grande do Sul.
A meta é que o Estado consiga reduzir em 50% as emissões de carbono até 2030 e atingir a neutralidade até 2050.
Nesta edição da COP, líderes de todo o mundo estarão reunidos para avaliar o que foi feito desde o Acordo de Paris, marco nas negociações sobre o clima e assinado por quase 200 países na COP21, em 2015.
Naquele ano, concordaram em tentar limitar o aquecimento da Terra em 1,5°C, para evitar uma catástrofe climática.
Em uma carta-compromisso com a agenda mundial para a descarbonização, Leite se compromete em estruturar políticas públicas que visam à promoção da agenda climática integrada com o desenvolvimento sustentável, à proteção ao meio ambiente e à promoção do bem-estar e da saúde da população.
Isso inclui a implementação da Política Estadual sobre Mudanças do Clima, intensificando as ações para conservar os recursos naturais, incentivar as boas práticas ambientais, a geração e o uso de fontes de energia renovável e fomentar soluções e sistemas baseados em uma economia de baixo carbono. (Brasil Energia – 28.10.2021)

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Chuva reduz escassez hidrelétrica, mas ações serão mantidas, diz ministro 

Durante a cúpula do clima COP26 em Glasgow, O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque afirmou a jornalistas que ainda há muito trabalho a ser feito para reabastecer os reservatórios e bacias hidrológicas brasileiras.
Ele repetiu declarações anteriores de que o racionamento de energia não seria necessário devido à redução da produção das hidrelétricas. "A escassez hídrica permanece. Estamos em melhores condições agora com o início da temporada das chuvas. Nós temos um trabalho ainda para recuperar os nossos reservatórios", disse ele.
Albuquerque afirmou anteriormente que acredita que a crise está ligada às mudanças climáticas que levam a secas mais extremas em todo o mundo. O ministro disse também que o Brasil vai incrementar ainda mais seus recursos de energia renovável, que já respondem por 85% da eletricidade do país, com o lançamento em dezembro de um marco regulatório para energia eólica offshore.
Os parques eólicos offshore serão incluídos nos leilões de energia do Brasil a partir do próximo ano, disse ele.
O Brasil tem potencial para construir até 700 GW em capacidade eólica offshore, de acordo com o ministério. (Folha de São Paulo – 03.11.2021)

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Socorro de R$ 15 bi do governo deve dar liquidez a distribuidoras, analisa Fitch Ratings 


   
Novo socorro financeiro para as concessionárias

Agência de classificação acredita que o suporte terá condições semelhantes às da Conta-Covid, que não resultou em endividamento das concessionárias. 

A Fitch Ratings avalia que o governo federal tem tomado medidas eficazes para mitigar o risco de liquidez das distribuidoras de energia do Brasil. Segundo a agência de classificação, um novo aporte de caixa, de até R$ 15 bilhões, em discussão entre governo, instituições financeiras e agentes do setor, deve compensar os descasamentos de fluxo de caixa decorrentes da alta de custos com compra de energia.
Na análise da Fitch, o suporte terá condições semelhantes às da Conta-Covid, que não resultou em endividamento das distribuidoras. Segundo ela, “caso o prazo da operação seja em torno de cinco anos, haverá diluição dos impactos tarifários em 2022, beneficiando o controle de perdas e índices de inadimplência”.
Na avaliação da empresa, a bandeira de escassez hídrica deve arrecadar R$ 13,8 bilhões até abril de 2022 com o incremento tarifário de R$ 14,20 a cada 100 KWh, valor que, para a maioria das distribuidoras, deve ser insuficiente frente aos custos de energia térmica.
Outra justificativa apresentada pela Fitch Ratings sobre o aporte do governo às distribuidoras é que ao final de junho, os dez principais grupos do país com atuação no segmento de distribuição totalizavam um descasamento de caixa de R$ 4,5 bilhões, reportados como saldo da conta de compensação de variação da parcela A (CVA).
“A bandeira de escassez hídrica e o novo financiamento em discussão, cujo desembolso é esperado para até janeiro de 2022, são cruciais para mitigar as pressões sobre os fluxos de caixa. Em 2020, o Ebitda consolidado dos dez maiores grupos com atuação em distribuição foi de R$ 38,4 bilhões, sendo R$25,3 bilhões no segmento de distribuição”, disse em nota. (CanalEnergia – 04.11.2021)

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Reservatórios do SE/CO continuam com crescimento e operam com 18,6% da capacidade 

Região Norte continua com recuo, enquanto Sul apontou crescimento e Nordeste teve níveis estáveis. 

Os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste seguem apresentando crescimento em seus níveis de armazenamento, com 0,2 pontos percentuais na última terça-feira, 02 de novembro, segundo o boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e estão operando com 18,6% de sua capacidade. A energia armazenada está em 37.767 MW mês e ENA é de 29.157 MW med, equivalente a 89% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. Furnas marca 19,55% e a usina de Nova Ponte marca 11,49%.
A região Norte diminuiu 0,3 p.p e está com 45,8% da capacidade. A energia armazenada mostra 6.945 MW mês e a ENA aparece com 2.504 MW med, o mesmo que 59% da MLT. A UHE Tucuruí segue com 54,67%.
A Região Sul contou com crescimento de 0,4 p.p e está operando com 52,9% de sua capacidade. A energia retida é de 10.528 MW mês e ENA aponta 7.734 MW med, valor que corresponde a 80% da MLT. As UHEs G.B Munhoz e Passo Fundo funcionam com 57,48% e 52,89% respectivamente.
Os reservatórios do Nordeste apresentaram níveis estáveis e contam com 36,4%. A energia armazenada indica 18.807 MW mês e a energia natural afluente computa 2.783 MW med, correspondendo a 52% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho marca 33,19%. (CanalEnergia – 03.11.2021)

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OCDE vê Aneel no caminho dos melhores reguladores 

Depois de dois anos de trabalho foi lançado na última quarta-feira, 27 de outubro, o relatório final do peer review, ou revisão por pares, um documento produzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que faz uma avaliação das práticas adotadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O documento da OCDE reconhece o grau de amadurecimento da Aneel em requisitos como governança, transparência e qualidade técnica, colocando a agência no caminho dos melhores reguladores do mundo.
O lançamento foi feito no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, e teve a participação dos ministros Carlos Alberto França, do MRE, e Bento Albuquerque, de Minas e Energia, além dos diretores da Aneel André Pepitone, Elisa Bastos Silva e Hélvio Guerra. O trabalho foi contratado em 2019.
Segundo a Aneel, foram feitas nesse período 52 entrevistas e reuniões com diferentes stakeholders do setor elétrico brasileiro. Tudo sob análise de reguladores de referência mundial de Alemanha, Canadá e Suécia, coordenados pela equipe de especialistas da organização.
Em uma, o relatório final destaca o pioneirismo do órgão entre as agências federais brasileiras na utilização de boas práticas regulatórias, com o uso sistemático do mecanismo de participação pública e medidas para tornar a tomada de decisões mais transparente. (CanalEnergia – 28.10.2021)

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BNDES prevê R$ 120 bi para projetos verdes nos próximos cinco anos 

O comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estará na próxima semana na COP-26, em Glasgow, na Escócia. O objetivo será apresentar a instituição como “canal mobilizador” de recursos para “investimentos e financiamentos climáticos no Brasil”, informou seu diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental, Bruno Aranha.
Na semana passada, foi lançado pelo governo federal o Plano Nacional de Crescimento Verde (PNCV), que procura aliar a redução de emissões de gases do efeito-estufa à preservação de florestas e ao uso racional de recursos naturais. O Ministério da Economia anunciou R$ 400 bilhões em linhas de crédito para esses projetos.
Desse valor, R$ 120 bilhões serão do BNDES para os próximos cinco anos. Apenas os investimentos em energia renovável deverão receber R$ 40 bilhões.
Segundo a instituição, de 2015, quando foi assinado o Acordo de Paris, para cá, o apoio do BNDES a investimentos em energia, florestas e mobilidade urbana evitaram que 52 milhões de toneladas de gases do efeito-estufa, medidas em dióxido de carbono equivalente (CO2e), fossem para a atmosfera. (O Estado de São Paulo – 03.11.2021)

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Brasil deve avançar no mercado de carbono, diz presidente do Banco Central na COP26 

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira (3) que este é o momento de avançar em um ponto no qual o Brasil vinha bloqueando as negociações climáticas: o chamado artigo 6 do Acordo de Paris, que estabelece regras básicas para o mercado de carbono.
"Vou me arriscar um pouco e sair das minhas atribuições para dizer que esta é a grande oportunidade para fecharmos o artigo 6. É muito importante desenvolver a precificação do carbono", afirmou o economista, em palestra virtual exibida no estande brasileiro da COP26, conferência climática que acontece em Glasgow (Escócia) até 12 de novembro.
A declaração é mais uma indicação de que o Brasil está determinado a apagar a imagem de "vilão do clima" com que saiu da última COP, quando o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi um dos principais responsáveis por impedir um acordo sobre esse tema.
De acordo com Campos Neto, possibilitar financiamentos sustentáveis é cada vez mais relevante, porque a preocupação ambiental chegou "com força" a setor financeiro, depois de passar pelos de energia e de alimentos. (Folha de São Paulo – 03.11.2021)

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'A transição para ser mais verde será mais difícil do que esperávamos', diz presidente do BC na COP26 

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira que a transição da economia global para uma maior sustentabilidade será mais difícil do que o anteriormente previsto.
Ele participou remotamente de um painel brasileiro na COP26, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, que acontece em Glasgow, na Escócia. Em sua fala, Campos Neto explicou que durante a pandemia a demanda por produtos aumentou e persistiu ao mesmo tempo em que o mundo está tentando fazer essa transição mais verde.
Segundo ele, isso criou gargalos porque a produção precisa de mais energia, mas o mundo não está investindo mais em fontes de energias mais poluentes: “quando você olha para essa equação, você vê o aumento no preço da energia ao mesmo tempo em que muitos países diferentes estão tentando ser mais verdes.
O resultado é que essa transição para ser mais verde será mais difícil do que esperávamos antes. Esse é o meu primeiro ponto e é porque é tão importante ser criativo em financiar essa transição. ” (O Globo – 03.11.2021)

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Emissões de gases de efeito estufa do setor de energia diminuem em 4,5% no Brasil em 2020 

Efeito estufa no Brasil nos últimos 10 anos 



Desmatamento puxou a média das emissões no Brasil

Por outro lado, na média geral, o Brasil teve um aumento de 9,5% nas emissões de gases poluentes em plena pandemia puxada pelo desmatamento. 

Um estudo do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, feito com cinco setores da economia que respondem pelas emissões do Brasil, mostrou que o setor de energia no Brasil teve uma redução de 4,5% das emissões de gases de efeito estufa.
Os outros setores analisados foram; agropecuária, processos industriais e uso de produtos e mudanças de uso da terra e florestas. Na média geral, o Brasil seguiu no sentido contrário da tendência mundial com um aumento de 9,5% nas emissões de gases poluentes em 2020, em plena pandemia de covid-19, enquanto a média global de emissões sofreu uma redução de 7% devido à pandemia. O SEEG calculou em 2,16 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2e) as emissões nacionais brutas no ano passado, contra 1,97 bilhão em 2019.
No estudo, o setor de energia considera a queima de combustíveis em atividades como transportes, indústria e geração de eletricidade. O segmento respondeu por 18% das emissões do país em 2020 e teve uma queda forte de 4,6% em relação ao ano anterior. Isso ocorreu em resposta direta à pandemia, que nos primeiros meses de 2020 reduziu o transporte de passageiros, a produção da indústria e a geração de eletricidade. Com quase 394 milhões de toneladas de CO2, o setor energético retornou aos patamares de emissão de 2011.
“O setor de energia foi aquele que apresentou a maior queda percentual de emissões em 2020. Esse resultado é um claro reflexo da diminuição de atividades emissoras devido à pandemia de Covid-19, quando foi necessário que as pessoas evitassem se deslocar. Destaca-se a diminuição de emissões nos transportes de passageiros. O consumo de combustível na aviação caiu pela metade. A demanda por gasolina e etanol também diminuiu de maneira relevante”, disse Felipe Barcellos, pesquisador do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).
Os transportes apresentaram a maior queda absoluta de emissões. Por outro lado, a maior queda percentual ocorreu no subsetor de geração de eletricidade. Este reúne as emissões provenientes da queima de combustíveis em usinas termelétricas, e o total emitido em tal atividade caiu quase 11% de 2019 para 2020.

Crescem fontes renováveis
A demanda por eletricidade no Brasil se manteve relativamente estável em 2020, com variação de apenas -0,8% em relação ao ano anterior. A quantidade de eletricidade gerada pelas hidrelétricas também se manteve constante (-0,4%), enquanto outras fontes renováveis tiveram, ao todo, sua geração expandida em 7,6%. Com isso, foi possível diminuir em 11,1% a geração termelétrica a combustível fóssil. Desta maneira, as emissões da geração de energia elétrica caíram de 51,8 milhões de toneladas de gases de efeito estufa em 2019 para 46,2 milhões em 2020.
Os pesquisadores temem um forte aumento das emissões dessa atividade em 2021, devido à crise hídrica que prejudicou a geração hidrelétrica e forçou o acionamento de térmicas emissoras por mais tempo.
Tasso Azevedo, coordenador do SEEG e do MapBiomas, lembra que o segmento que puxou a curva para cima e tornou o Brasil possivelmente o único grande poluidor do planeta a aumentar suas emissões no ano em que o planeta parou foi o setor de mudança de uso da terra. Representadas em sua maior parte pelo desmatamento na Amazônia e no Cerrado (que, somados, perfazem quase 90% das emissões do setor), as mudanças de uso da terra emitiram 998 milhões de toneladas de CO2e em 2020, um aumento de 24% em relação a 2019 (807 milhões).
“Com o desmatamento da Amazônia e do Cerrado que nós tivemos ano passado, nem a redução que houve no setor de energia foi capaz de reduzir as emissões no Brasil”, lamenta Azevedo. (CanalEnergia – 01.11.2021)

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COP 26: Acordos acertam fim de uso e financiamento do carvão 


         
Usinas térmicas a carvão, tipo essa em Santa Catarina – Jorge Lacerda – 853MW – década de 1960, deverão passar por um período de transição, visando o desligamento

Durante conferência, países e instituições financeiras se comprometeram a aumentar energia limpa e garantir transição. 

No dia da energia, mais um passo foi dado em prol da transição energética e pelo fim do uso do carvão como insumo energético. Pelo menos 23 países incluindo Indonésia, Vietnã, Polônia, Coréia do Sul, Egito, Espanha, Nepal, Cingapura, Chile e Ucrânia fizeram novos compromissos para eliminar a energia vinda do carvão. Em uma nova ‘Declaração de Transição do Carvão Global para Energia Limpa’, os países também se comprometeram a aumentar a energia limpa e garantir uma transição justa para o carvão. Bancos e instituições financeiras como HSBC, Fidelity International e Ethos também assumiram compromissos na COP 26 para encerrar o financiamento do carvão até o fim desse ano.
China, Japão e Coréia do Sul, os maiores financiadores globais de carvão, não aderiram a iniciativa, mas já haviam acertado encerrar o financiamento de carvão no exterior e a indicação é que todo o financiamento público internacional significativo para a energia a carvão foi efetivamente encerrado. Além disso, um grupo de 25 países, incluindo Itália, Canadá, Estados Unidos e Dinamarca, juntamente com instituições financeiras públicas, assinou uma declaração conjunta liderada pelo Reino Unido se comprometendo a encerrar o apoio público internacional para o setor de energia de combustível fóssil até o final de 2022 e, em vez disso, priorizar o apoio à transição para energia limpa.
O presidente da Conferência, Alok Sharma, anunciou a nova Declaração de Transição de Energia Limpa Global, um compromisso de acabar com os investimentos em carvão, aumentar a energia limpa, fazer uma transição justa e eliminar o carvão até 2030 nas principais economias e até 2040 nos outros lugares. De acordo com ele, tudo isso ajuda a impulsionar o mundo para Net-Zero. Segundo ele, é sabido que há mais a ser feito, mas todos os agentes devem continuar construindo o momento por meio de alianças e coalizões. Para Sharma, o carvão está sendo deixado de lado na história.
É a primeira vez que uma presidência da COP prioriza essa questão e define uma data final ousada para o financiamento internacional de combustíveis fósseis. A COP26 enviou um sinal claro para os investidores privados seguirem adiante. Esse movimento pode deslocar cerca de US$ 17,8 bilhões por ano em apoio público de combustíveis fósseis para a transição de energia limpa. Países em desenvolvimento, incluindo Etiópia, Fiji e Ilhas Marshall, ofereceram seu apoio, sinalizando uma unidade crescente. Esta é uma agenda inclusiva que deve reconhecer as necessidades de desenvolvimento e energia de todas as economias.
Outros 28 novos membros também se inscreveram na maior aliança do mundo para a eliminação progressiva do carvão, a The Powering Past Coal Alliance, lançada e co-presidida pelo Reino Unido e Canadá. Os novos membros incluem Chile e Cingapura, juntando-se a mais de 160 países, subnacionais e empresas. Houve ainda o anúncio de 20 novos países, incluindo Vietnã, Marrocos e Polônia, que se comprometeram a não construir novas usinas a carvão. Nos últimos seis anos, houve uma queda de 76% no número de novas usinas dessa fonte planejadas globalmente, desde que o Acordo de Paris foi adotado. Isso equivale ao cancelamento de mais de 1.000 GW de novas usinas a carvão.
As principais economias emergentes hoje tomaram medidas significativas para passar do carvão à energia limpa. Índia, Indonésia, Filipinas e África do Sul anunciaram parcerias com os Fundos de Investimento do Clima para acelerar suas transições para longe da energia do carvão, apoiadas por uma instalação dedicada de US$ 2 bilhões. A Indonésia e as Filipinas anunciaram parcerias pioneiras com o Banco Asiático de Desenvolvimento para apoiar a aposentadoria antecipada de usinas de carvão.
De acordo com Damilola Ogunbiyi, Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para Energia Sustentável para Todos, o setor de energia é responsável por 2/3 das emissões de gases de efeito estufa. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, uma média de US$ 423 bilhões de fundos públicos são gastos todos os anos em subsídios para combustíveis fósseis e, mesmo com compromissos internacionais, os subsídios não estão sendo eliminados, mas estão aumentando. (CanalEnergia – 04.11.2021)

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