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08/01/2021

Informes Setor Elétrico

Distribuidoras não têm impacto por Covid nos últimos 60 dias, diz governo

Empresas de distribuição de energia elétrica do Brasil não sofreram novos efeitos negativos no faturamento e na inadimplência nos últimos dois meses que possam ser atribuídos às consequências da pandemia de coronavírus, apontou o MME em boletim divulgado nesta terça-feira.

A chamada inadimplência de curto prazo do setor, que leva em conta os 60 dias mais recentes, está atualmente em 0,8%, contra uma média mensal de 1,93% em 2019, antes que a Covid-19 chegasse ao Brasil, afirmou a pasta no documento que monitora impactos da crise sanitária sobre a indústria de energia. (Reuters – 05.01.2021)

 

Fim do auxílio emergencial acende alerta para distribuidoras

Os sinais de uma nova elevação da trajetória dos números de casos e de mortes por covid-19 no país e o término do pagamento do auxílio emergencial pelo governo têm gerado preocupação por parte das distribuidoras, que viram a taxa de inadimplência voltar a crescer no fim de 2020.

De acordo com dados da Abradee, o índice de inadimplência do setor cresceu para 4,82% em novembro, em relação à taxa de 3,66% observada na comparação com igual mês de 2019.

“O agravamento da situação da economia brasileira, que é possível medir pela elevadíssima taxa de desemprego, e as perspectivas de piora da pandemia frente à indefinição com relação a um programa de vacinação mantêm o setor elétrico, especificamente a classe residencial, em uma situação ainda complexa e de risco, impactando a taxa de inadimplência”, conta o coordenador do GESEL da UFRJ, professor Nivalde de Castro.

“A tendência é que a taxa de inadimplência e a taxa de furto, que vêm agravando e impactando o equilíbrio financeiro das distribuidoras, vão se manter ainda durante o ano de 2021”, acrescenta Castro. (MegaWhat – 06.01.2021)

Pressão da CDE será maior se MP 998 caducar, alerta Abrace

Grandes consumidores questionam custos “inexplicáveis” da conta setorial e sugerem descarbonização dos sistemas isolados

Os custos da Conta de Desenvolvimento Energético vão continuar pressionando as tarifas em 2021, o que reforça a necessidade de aprovação da MP 998 no Congresso Nacional, na avaliação dos consumidores industriais de energia. Eles argumentam que se a MP caducar, como aconteceu com propostas anteriores do atual governo, uma parte importante de recursos dos programas de Pesquisa e Desenvolvimento e de Eficiência Energética deixará de compor a receita da conta setorial, o que pode aumentar a cota de subsídios a serem pagos pelo segmento de consumo.

A previsão da Aneel é de que as cotas da CDE a serem custeadas diretamente pelos consumidores somarão R$ 19,8 bilhões esse ano, em um orçamento total estimado em R$ 24,1 bilhões. As receitas da conta devem ter um reforço de R$2,3 bilhões dos programas de P&D e EE do setor elétrico. Na parte de despesas, descontos tarifários na distribuição, concedidos a diferentes segmentos, somarão R$ 8,2 bilhões, enquanto os subsídios à energia fóssil dos sistemas isolados vão consumir R$ 7,9 bilhões, por meio da Conta de Consumo de Combustíveis.

Para a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, alguns custos da CDE “são inexplicáveis ou, no mínimo, questionáveis. ” É o caso da geração térmica a carvão no sul do país, que deve receber um subsídio 16% maior que o de 2020, e da geração de energia a diesel na Amazônia, que é bancada pela CCC.

“A carga estimada das comunidades isoladas chega a 475 MW. No entanto, o montante de geração subsidiada supera 1GW. Isso acontece porque, mesmo depois de interligadas as comunidades, os contratos vigentes com geradores são ressarcidos, por lei”, afirma documento produzido pela Abrace no final de 2020. A associação cita como exemplo do que chama de “descalabro” a situação da UTE Termonorte II, que mesmo desativada após a antecipação do vencimento do contrato com a Energisa Rondônia vai receber quase R$ 1 bilhão de ressarcimento da CCC.

Os grandes consumidores também criticam os incentivos à geração renovável, que devem alcançar em 2021 custo recorde de mais de R$ 5 bilhões para financiar fontes que, segundo eles, já são competitivas. Uma das medidas previstas na MP 998 é a retirada gradual dos descontos na tarifa fio para esse tipo de empreendimento.

Existem, no entanto, custos que vão crescer na CDE em consequência do aumento da pobreza durante a pandemia, que levou à inclusão de um contingente maior de famílias de baixa renda no programa da tarifa social. Pelos cálculos da Aneel, as despesas com a política pública devem aumentar de R$2,2 bilhões para R$ 3, 5 bilhões.

Descarbonização

Consumidores de grande porte, que usam mais a rede e pagam uma parcela significativa das cotas da CDE, têm questionado ano a ano a evolução dos custos da conta setorial. Propostas sintetizadas pela Abrace em uma nota técnica sugerem a descarbonização da energia produzida nos sistemas isolados como solução para reduzir o custo de geração e os encargos setoriais que são pagos por todos os consumidores do país.

Uma das opções apresentadas é a implantação de soluções renováveis, como paineis solares, para transformar termelétricas fósseis em usinas hibridas, ou ainda combinar esses paineis com baterias. Para evitar sobrecarga na CCC, seriam necessários recursos externos, que poderiam vir do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica ou do Programa de Eficiência Energética.

Essas soluções seriam usadas nos empreendimentos de geração própria das distribuidoras, especialmente nos estados do Amazonas e de Roraima, onde esses empreendimentos tem um peso significativo.

A segunda medida, seria a rescisão antecipada de contratos com termelétricas de custos fixos reduzidos e custos variáveis elevados. A sugestão é de que seja feito leilão de descontratação para atender localidades já integradas ao Sistema Interligado, mas com contratos que ainda recebem CCC, ou contratos de sistemas isolados em montante superior à carga atendida.

Os vencedores do certame seriam os empreendedores que oferecessem o máximo benefício em termos de redução dos custos da conta. Esse tipo de descontratação já está em estudo na Aneel. Segundo a Abrace, a solução, que apesar de tudo trouxe benefícios no caso de Roraima, poderia ser ainda mais vantajosa, já que a Termonorte tinha custo fixo elevado, ao contrário da solução sugerida. (CanalEnergia – 06.01.2021)

ANEEL ultrapassa em mais de 800 MW a meta de expansão da geração em 2020


Meta da Aneel ultrapassa 800 MW


Matriz energética teve liberação de 4.932MW

A fiscalização da Agência liberou no ano 4.932 megawatts (MW) para entrada em operação comercial – uma potência suficiente para atender a 6,1 milhões de brasileiros

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) concluiu 2020 com uma marca memorável quanto à oferta de geração de energia elétrica no Brasil. A fiscalização da Agência liberou no ano 4.932 megawatts (MW) para entrada em operação comercial – uma potência suficiente para atender a 6,1 milhões de brasileiros, mais do que a população unida das cidades de Brasília e Salvador, terceira e quarta maiores em número de habitantes no país (com 3 milhões e 2,8 milhões de pessoas, segundo o IBGE). Foram inauguradas usinas em 20 estados. Com esse resultado, a ANEEL superou em mais de 800 MW a meta inicial de 2020, de 4.112,43 MW.

O mês de dezembro obteve a segunda maior expansão do sistema no ano, com a entrada em operação de 791,2 MW – o crescimento no mês ficou atrás apenas do de março, de 1.605,9 MW. Dez estados concluíram novos empreendimentos. A fonte eólica alcançou a maior entrada em operação comercial de dezembro, com 549,90 MW de potência instalada, representando 69,37% do total do mês.

Dentre as fontes de geração com entrada em operação em 2020, aquela que apresentou o maior percentual foi a térmica, com 63 usinas e 2.235,1 MW acrescidos, representando 45,3% da potência instalada no ano. Contribuiu para esse número a liberação para operação, em março, da usina termelétrica Porto de Sergipe I, em Barra dos Coqueiros/SE, com capacidade de geração de 1.551 MW – considerada a maior planta movida a gás natural na América Latina. A fonte eólica ficou em segundo lugar em acréscimo ao Sistema Elétrico Brasileiro em 2020, com 1.725,8 MW em 53 usinas, o equivalente a 34,9% do total do ano. A fonte solar, com 793,2 MW instalados (16% do total) em 21 empreendimentos, foi a terceira em acréscimos.

Os cinco estados com maior potência instalada em 2020 foram, em ordem crescente, Amazonas (230,49 MW), Bahia (539,76 MW), Rio Grande do Norte (641,83 MW), Piauí (1.180,21 MW) e Sergipe (1.515,64 MW).

Capacidade instalada

O Brasil terminou 2020 com a capacidade instalada de 174.412,6 MW de potência fiscalizada, de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração da ANEEL, o SIGA, atualizado diariamente com dados de usinas em operação e de empreendimentos outorgados em fase de construção. Desse total em operação, 74,76% das usinas são impulsionadas por fontes consideradas sustentáveis, com baixa emissão de gases do efeito estufa.

Apesar do cenário de pandemia da Covid-19, a ANEEL tem mantido normalmente o acompanhamento da expansão da oferta de energia elétrica no Brasil. Entre as inovações utilizadas pela fiscalização da Agência está, por exemplo, o uso de tecnologias que permitem o acompanhamento de obras por imagens de satélite.

Outras informações sobre o acompanhamento da expansão da oferta de geração estão disponíveis em painéis interativos no endereço www.aneel.gov.br/fiscalizacao-dos-servicos-de-geracao. Esses painéis trazem um histórico da expansão da geração desde a criação da ANEEL (1997) e, também, perspectivas a partir da base de dados de todos os empreendimentos outorgados para construção. (Aneel – 05.01.2021)

Itaipu bate recorde de energia acumulada


UHE Itaipu - 14.000 MW, Brasil e Paraguai

Chinesa Três Gargantas alcançou a marca de 111,8 milhões de MWh



A UHE Itaipu (14.000 MW, Brasil/Paraguai), bateu recorde mundial de produção acumulada de energia mesmo com a produção mais tímida de 2020. A geradora chegou ao volume de 2,77 bilhões de MWh, em 36 anos e sete meses de operação.

Já a usina Três Gargantas, na China, alcançou o recorde de eletricidade produzida no período de um ano. A chinesa, que tem 32 unidades geradoras e capacidade instalada de 22,5 mil MW, gerou a marca de aproximadamente 111,8 milhões de MWh.

Dessa forma, a partir de agora, as usinas de Itaipu Binacional e de Três Gargantas que frequentemente trocam experiências de boas práticas e eficiência, detém os dois maiores números mundiais de produção acumulada e produção anual de energia, respectivamente. (CanalEnergia – 05.01.2021) 

Brasil fecha 2020 com menor expansão em hidrelétricas e recorde em geração fóssil


Combustíveis fósseis tiveram recorde

O Brasil registrou em 2020 o menor nível de implementação de novas hidrelétricas em pelo menos duas décadas, enquanto a capacidade em termelétricas movidas a combustíveis fósseis foi em direção oposta e apresentou o mais forte avanço em sete anos.

Térmicas fósseis que iniciaram operação no ano passado somaram 1,9 gigawatt (GW) em potência, maior volume desde 2013, enquanto usinas hídricas, principal fonte de geração do país, adicionaram só 178 megawatts (MW), contra quase 5 GW de 2019, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Mas os dados também mostram crescimento importante das usinas eólicas e das solares --que atingiram recorde se levadas em consideração instalações de sistemas de geração solar menores, voltados a atender à demanda de casas e empresas.

O desempenho dessas fontes renováveis mostra que elas devem comandar a expansão da matriz elétrica do Brasil no longo prazo, enquanto usinas principalmente a gás podem até ter destaque pontualmente em um ano ou outro, mas serão complementares, disse à Reuters o consultor e professor do departamento de Engenharia de Energia da Universidade de São Paulo (USP) Dorel Ramos.

Para ele, a aposta do Brasil na construção de mais térmicas está diretamente ligada à dificuldade de viabilizar novos projetos hidrelétricos, principalmente por questões ambientais.

"Se houvesse um potencial hidrelétrico passível de exploração intensa poderia se minimizar a construção de termelétricas, mas no momento não há essa possibilidade."

A tendência de investimentos em termelétricas também deve ser apoiada pela expectativa de maior oferta de gás doméstica, em meio à exploração do pré-sal, e por movimentos estatais para incentivar o mercado do insumo.

O governo Jair Bolsonaro lançou o programa Novo Mercado de Gás visando acabar com o monopólio da Petrobras no setor e fomentar a competição, além de ter apoiado a discussão no Congresso de um novo marco legal para o segmento, que sofreu modificações no Senado em dezembro e precisará ser analisado novamente na Câmara dos Deputados.

Durante os debates, inclusive, senadores tentaram aprovar proposta para garantir a construção obrigatória de mais térmicas a gás nos próximos anos como forma de viabilizar investimentos em gasodutos para escoar a produção do energético no pré-sal. Esse dispositivo, no entanto, foi retirado do texto.

SOLAR BRILHA

Depois das térmicas fósseis, os destaques na expansão da capacidade de geração em 2020 foram as usinas eólicas (1,7 GW) e solares (793 MW), embora com desempenho abaixo de anos passados.
A fonte solar ainda contou com 2,3 GW extras vindos de sistemas menores em 2020 --placas solares em telhados, por exemplo-- conhecidos como geração distribuída (GD), segundo dados divulgados em separado pela Aneel.

Assim, a energia solar lideraria a expansão se considerados esses sistemas de GD além de grandes usinas fotovoltaicas.

Para o consultor Ramos, os dados mostram que o maior país da América Latina não ignora a tendência global de buscar redução de emissões de carbono, mesmo com uma maior expansão térmica.
"O Brasil não está na contramão, estaria se estivesse minimizando a expansão renovável. A base da expansão é renovável... e a geração distribuída, fundamentalmente solar, tem aumentado muito e vai aumentar mais."

"Agora, que tendemos a ter uma participação maior da termelétrica daqui para a frente, parece inevitável. Ficar totalmente sem elas não é bom para o país e nem para o sistema elétrico", acrescentou ele, ao destacar que essas usinas podem ser chamadas a produzir quando há falta de sol ou ventos fracos.

LONGO PRAZO

O crescimento da oferta ficou em linha com visão da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que prevê uma matriz elétrica cada vez mais apoiada em eólicas e solares, com térmicas ganhando espaço e hidrelétricas perdendo participação.

No Plano Decenal 2030, a EPE projetou que usinas hídricas responderão por 54% da matriz no final da década, contra 62% atualmente, enquanto fontes renováveis alternativas como eólicas e solares devem saltar de 24% para 33% do total.

Parques eólicos representam atualmente quase 10% do parque gerador do Brasil, enquanto os solares respondem por 2%.

O foco nessas novas fontes de energia vem após a conclusão nos últimos anos de diversas grandes hidrelétricas na Amazônia, incluindo as usinas de Santo Antônio, Jirau e Belo Monte. (Fonte: Reuters – 08.01.2021)

 

Fonte solar tem crescimento de 64% em 2020, aponta Absolar

Investimento somou R$ 13 bilhões no ano e representa um novo recorde para o país

O país encerrou o ano com 7,5 GW de potência instalada em operação da fonte solar fotovoltaica. Esse dado foi revelado em um levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica e representa um novo recorde. Na comparação com o fechamento de 2019, o crescimento foi de 64%. No segmento de geração centralizada, o Brasil possui 3,1 GW, o equivalente a 1,6% da matriz elétrica. No segmento de geração distribuída, são 4,4 GW. Ao total, a fonte solar fotovoltaica ocupa o sexto lugar na matriz elétrica brasileira, atrás das fontes hidrelétrica, eólica, biomassa, termelétricas a gás natural e termelétricas a diesel e outros combustíveis fósseis.

O investimento em energia solar fotovoltaica somou R$ 13 bilhões somente em 2020. Neste montante estão incluídas as grandes usinas e os sistemas de geração distribuída. O resultado representa um crescimento de 52% em relação aos investimentos acumulados no país somados desde 2012.

De acordo com a entidade, esse volume de aportes levou à criação de mais de 86 mil novos empregos, espalhados por todas as regiões do território nacional. No consolidado, calcula a entidade, desde 2012, a fonte solar fotovoltaica já movimentou mais de R$ 38 bilhões em negócios e gerou mais de 224 mil postos de trabalho. Em 2020, as contratações cresceram 62% em relação aos empregos acumulados no País desde 2012.

No balanço que a Absolar fez, a estimativa é de que o setor proporcionou mais de R$ 3,9 bilhões em arrecadação aos cofres públicos, acréscimo de 52% em relação ao total arrecadado no período entre 2012 e 2019. (CanalEnergia – 07.01.2021)

Incertezas turvam cenário para o PIB em 2021

A recuperação da economia brasileira em 2021 é observada com bastante cautela por analistas, seja entre aqueles que acham que o consumo poderia liderar o processo, seja para quem espera uma retomada pelos investimentos.

O cenário é repleto de incertezas na saúde, no mercado de trabalho e nas contas públicas. Projeções para o PIB acima de 3% podem parecer fortes em um país que cresceu na um pouco acima de 1% nos anos pré-pandemia, mas, descontada a herança estatística de 2020, sobra pouco espaço para um “avanço efetivo” da atividade em 2021.

O cenário atual da A.C. Pastore & Associados para o PIB deste ano, de alta de 4,5%, já se tornou um teto, afirma a economista-chefe da consultoria, Paula Magalhães.

A previsão é de contração de 4,1% em 2020, o que deixando 4,1% de carregamento estatístico para 2021 ou seja, se a atividade ficar estacionada no nível do fim de 2020 e não avançar nada neste ano, já cresceria 4,1%. Isso implica num crescimento médio trimestral de apenas 0,2% em 2021. (Valor Econômico – 06.01.2021)

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