MENU
25/01/2021

Informes Setor Elétrico

Energia solar cresce 70% no Brasil apesar da pandemia e espera 2021 positivo

A indústria de energia solar está radiante. Ela conseguiu bater recordes em 2020, enquanto alguns setores da economia tiveram dificuldades por causa da pandemia. A instalação de painéis solares cresceu 70% no ano passado, gerando 7,5 gigawatts --o que representa quase metade da hidrelétrica de Itaipu.
Tanto o comércio como casas estão optando pela instalação de placas de captação de energia solar para reduzir a conta de luz. Um exemplo: o Cadeg, mercado municipal do Rio de Janeiro, instalou 5.000 placas fotovoltaicas no telhado em 2018, o que permitiu poupar R$ 900 mil na conta de luz.


Por mais que 2020 tenha sido um ano bom para a indústria, vale dizer que foi só a cereja de um bolo que vem crescendo há 10 anos. Isso porque o preço dos equipamentos caiu quase 90% por causa de facilidades dadas pelos governos, deixando essa tecnologia cada vez mais acessível aos consumidores em geral.
A incidência de raios solares no território brasileiro também favorece a produção. Enquanto a Europa conta com uma capacidade limitada a 10% de produção, aqui no Brasil esse número triplica graças à posição geográfica do país. Isso sem contar facilidade econômicas: há 70 linhas de crédito (públicas e privadas) para quem quer investir nesse tipo de energia.


Perspectiva de crescimento em 2021


Embora tanto especialistas como a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) estejam evitando projeções para 2021, a expectativa é de que o sol há de brilhar mais uma vez neste ano.


Em outubro de 2020, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) divulgou um comunicado dizendo que muitos países pretendem diminuir a emissão de carbono na próxima década e, por ser uma fonte de energia renovável (ou seja, que é naturalmente abastecida), a geração solar deve se firmar como a "rainha da eletricidade" graças ao crescimento global de 12% ao ano. Aqui no Brasil, a tendência é acompanhar esse crescimento.


Está tramitando em carácter de urgência na Câmara dos Deputados o projeto de lei 5829/19, que beneficia consumidores que geram a própria energia elétrica, sobretudo a partir de fontes renováveis (solar, eólica, biomassa), e injetam o excedente na rede de distribuição local.


Além disso, as casas do programa federal Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa, Minha Vida) também devem contar com o sistema de energia solar. (Fonte: CNN Brasil – 16.01.2021)

 

Custo da solar pode cair até 25% nesta década, aponta Wood Mackenzie

Estudo aponta que energia dessa fonte se tornará a mais barata entre os novos projetos em todos os estados dos EUA até 2030


O custo da energia solar caiu 90% nas últimas duas décadas e a perspectiva é de que deverá continuar nesse mesmo caminho em mais 15% a 25% na próxima década. Essa é a estimativa da consultoria Wood Mackenzie, que publicou um estudo sobre o tema. A empresa aponta que em 2030 a energia dessa fonte se tornará a mais barata entre os novos projetos em todos os estados dos EUA, além do Canadá, China e 14 outras nações.


A publicação, intitulada Total eclipse: How falling costs will secure solar’s dominance in power, considera que esta indústria é altamente atrativa para investimentos devido à capacidade crescente de atender às metas econômicas e políticas.


Na análise do diretor de pesquisa do Wood Mackenzie, Ravi Manghani, a energia solar está em uma posição única para avançar os esforços para uma redução carbono, futuro sustentável enquanto o mundo se esforça para se recuperar da crise econômica causada pela pandemia de covid-19, ao mesmo tempo em que busca atender às metas climáticas e ambientais do Acordo de Paris.


Além de 16 estados nos EUA, a solar já é a forma mais barata de nova geração na Espanha, Itália e Índia. Mesmo com a pandemia em alta, as instalações globais ultrapassaram 115 GW em 2020, em comparação com 1,5 GW em 2006. Embora o crescimento nessa escala tenha sido parcialmente impulsionado por subsídios do governo e metas ambientais, a fonte agora é atraente apenas com base no preço.
Na próxima década, a Wood Mackenzie espera que mais redução de custos seja impulsionada pelo crescimento e desenvolvimento em várias tecnologias. E relaciona entre elas os painéis bifaciais, gerando até 15% a mais. Módulos solares maiores e rastreadores, aumentando a captura da luz para a geração.


A Wood Mackenzie ressalta que sua perspectiva levou em consideração as melhorias tecnológicas que já estão em fase de desenvolvimento comercial. E alerta que as projeções não presumem quaisquer avanços na tecnologia solar de próxima geração ou outras inovações, o que poderia fornecer mais vantagens para as perspectivas.
Os custos operacionais também deverão cair na próxima década. As tecnologias já amplamente utilizadas pela indústria eólica, como drones e imagens térmicas para inspeções, tornarão as operações mais eficientes, assim como o desenvolvimento de tecnologias como inteligência artificial.


Mas há riscos, os investidores solares podem pagar um preço pelo sucesso da tecnologia. À medida que os custos caem e a capacidade solar instalada aumenta, os preços no atacado também podem cair, reduzindo a lucratividade. Ainda assim, a queda dos preços deve permitir que a energia solar substitua o carvão e outras tecnologias mais caras e aumente sua participação no mercado (CanalEnergia – 21.01.2021)

 

Energia solar dobra no País com queda do preço de equipamentos

A geração de energia solar dobrou sua capacidade instalada no País em 2020, na esteira de R$ 13 bilhões em investimentos, e promete repetir o feito agora em 2021.

 

Segundo especialistas, por trás desse quadro está principalmente a redução de preços de equipamentos nos últimos anos, que têm atraído mais empresas e consumidores para esse mercado, aliada ao fato de o Brasil ter uma das melhores irradiações solares do mundo.


Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), em 2020 a capacidade instalada saltou de 4,6 gigawatts (GW) para 7,5 GW, puxada por um aumento de 2,2 GW só da chamada geração distribuída -- a partir de sistemas instalados em telhados, fachadas de edifícios e pequenos terrenos, por exemplo. Essa potência é suficiente para iluminar 3,7 milhões de domicílios. A previsão é que o número alcance 12,6 GW neste ano, também impulsionado pela autogeração.


Em termos de investimentos, o resultado também impressiona. Dos R$ 13 bilhões desembolsados no ano passado, quase 80% foram bancados por projetos de geração distribuída. O restante ficou por conta da chamada geração centralizada (projetos que são vendidos em leilões de energia do governo). Para 2021, a projeção é que a autogeração atraia mais R$ 17,2 bilhões, o equivalente a 76% dos R$ 22,6 bilhões estimados para todo o setor pela Absolar.


Desde 2012, quando despontou comercialmente no País, a energia solar teve seu preço reduzido em 80% -- de US$ 100 o megawatt-hora para cerca de US$ 20. O preço fica abaixo do custo de todas as outras fontes, com exceção da geração eólica.


"Isso está fazendo com que a classe média baixa também passe a enxergar a energia solar como um bom investimento, não apenas a classe alta, como era no começo", diz a diretora comercial da Win Energias Renováveis e coordenadora da Absolar no Rio de Janeiro, Camila Nascimento. Segundo ela, o comércio também tem se voltado para a fonte solar para reduzir seus custos fixos, em meio à crise trazida pela pandemia.
No caso da Win, distribuidora de módulos criada em 2019, Camila viu o volume de negócios crescer 200% em plena pandemia.


Equipamentos que há dez anos custavam R$ 30 mil, hoje são encontrados pela metade do preço. Por R$ 15 mil, uma residência que tenha a conta de luz de R$ 350 por mês consegue instalar um sistema. Para negócios como um salão de beleza, que consome muita energia, o investimento na compra e instalação dos módulos pode sair R$ 45 mil.


Baterias
"Hoje em dia, deixou de ter só um apelo ambiental, como era anos atrás, e passa por uma questão financeira. As pessoas instalam realmente para reduzir a conta de luz", avalia o presidente do Portal Solar, Rodolfo Meyer, a primeira e maior plataforma de energia solar do País.


O Portal tem 20 mil empresas cadastradas e recebe a visita de cerca de 350 mil pessoas por mês, que acessam a plataforma em busca de financiamento, produtos e informação. Para 2021, espera-se que mais 5,4 mil empresas entrem no mercado.
Meyer prevê uma grande evolução do segmento nos próximos anos, principalmente com a chegada das baterias. Elas vão possibilitar independência do consumidor em relação às distribuidoras de energia. Ainda em fase de desenvolvimento, vão funcionar como pilhas para armazenar energia. Estão seguindo a mesma trajetória de queda de preços dos equipamentos de energia solar. Em dois anos, segundo o presidente do Solar, devem ganhar espaço entre os consumidores para utilizar a energia solar à noite ou quando não houver sol.


Roberto Brandão, pesquisador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, avalia que a energia solar tem potencial para liderar a matriz elétrica brasileira no longo prazo, se a questão das baterias for resolvida. Hoje, essa fatia ainda é de 1,6%.


Intenção é gerar até 150% da minha conta´, diz aposentado que investiu em placas solares


Após dois anos de "namoro", o bancário aposentado Abel Fernandes Tavares, 71 anos, decidiu em 2017 instalar placas solares no telhado de sua casa, em São Paulo.

O investimento rendeu frutos. Hoje, ele paga metade do que gastava antes com a conta de energia e já planeja dobrar o número de painéis para obter créditos e gastar quando necessário. Pelas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia excedente pode ser utilizada ao longo de cinco anos. "Minha intenção é gerar de 130% a 150% da minha conta. Eu fico com crédito para usar no inverno o que eu gero no verão."


Quando Tavares instalou seus módulos, existiam no máximo 500 sistemas no País inteiro. Em um ano, já eram 5 mil e, hoje, a Associação Brasileira de Energia Solar contabiliza mais de 360 mil ligados à rede de distribuição. De olho nas mudanças tecnológicas, ele já busca dados sobre baterias para armazenar a energia. "A Tesla já oferece um armário não muito grande com bateria de lítio, são muito mais fortes e carregam a energia por mais tempo, mas no Brasil ainda não tem, um dia chega." (Fonte: O Estado de S. Paulo – 18.01.2021)

 

Brasil termina 2020 com mais de 6 mil km novos em linhas de transmissão

 

Uma vez e meia a distância do Oiapoque/AP ao Chuí/RS, em linha reta: essa é a extensão, 6.159,34 km, do total de novas linhas de transmissão concluídas no Brasil em 2020, com acréscimos em 15 estados. A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL também registrou em 2020 a adição ao Sistema Interligado Nacional de 14.485,33 megavolt-ampères (MVA) em transformadores de subestações, instalados em 17 estados. Os quantitativos estão no infográfico de expansão da transmissão divulgado pela ANEEL, a partir de dados da fiscalização da Agência e do Operador Nacional do Sistema – ONS.

 

Os estados com maior quilometragem concluída de linhas de transmissão em 2020 foram, nessa ordem, Bahia (1428,5 km), Pará (1.011 km) e Minas Gerais (842,5 km). Em potência ativa acumulada no ano, estão na dianteira São Paulo (3.607 MVA), Pará (2.350 MVA) e Minas Gerais (2.075 MVA). Entre as maiores linhas que foram concluídas em 2020, estão o primeiro circuito da linha 500 kV Itatiba / Bateias SP/PR, com 414 km, interligando Itatiba/SP e Campo Largo/PR, e o primeiro circuito da linha 500 kV Poções III - Padre Paraíso 2, com 323 km, de Poções/BA a Padre Paraíso/MG.

Somente em dezembro, foi informada à agência a conclusão de 863,3 km de linhas e de 1.450 MVA em capacidade de transformação. A linha de transmissão com maior extensão concluída no mês foi o segundo circuito da linha 500 kV Igaporã III - Janaúba 3, entre os municípios de Caetité/BA, e Janaúba/MG, com 257 km. No total, o país possuía, em 31/12/2020, 160.859,05 km de linhas de transmissão e 387.370,73 MVA de capacidade de transformação.

Apesar do cenário de pandemia da Covid-19, a ANEEL tem mantido normalmente o acompanhamento da expansão da transmissão de energia elétrica no Brasil. Entre as inovações em implantação pela fiscalização da Agência está, por exemplo, o uso de tecnologias que permitem o acompanhamento permanente de obras por meio de imagens de satélite de alta resolução.

Mais informações sobre o acompanhamento da expansão da transmissão de energia estão disponíveis na área Painéis de Desempenho da Transmissão, em www.aneel.gov.br/fiscalizacao-da-transmissao. É possível verificar, entre outros, dados detalhados para cada um dos empreendimentos de transmissão, um panorama geral das obras em andamento, dados e indicadores de desempenho dos empreendimentos em operação e também de grupos de transmissoras (Aneel – 20.01.2021)

Voltar

FAÇA PARTE

Quer se filiar à Federação?

Solicite seu cadastro em
fecoerusc@fecoerusc.org.br

IR PARA
TOPO