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18/12/2020

Notícias Setor Elétrico Brasileiro

Mini turbina eólica pode gerar energia para casas

Um gerador de energia elétrica de baixo custo foi desenvolvido pela startup indiana Avant Garde Innovations e pode ser a solução para famílias que não têm acesso à rede elétrica ou para aqueles que não querem mais depender do fornecimento público de energia.
Nomeada de Avatar, esta pequena turbina eólica de cerca de 3 metros de diâmetro é ideal para residências, imóveis comerciais e para áreas rurais. O equipamento gera cerca de 5 kWh por dia e custa US$ 899 -- preço inferior a alguns aparelhos de smartphones.
Existem outros modelos de turbinas eólicas comercializadas pela empresa: uma de 4,26m de diâmetro e 90kg, que produz 15kWh e custa US$ 2430 e a maior de 4,87m de diâmetro, pesando 100kg, que custa US$ 4045 e produz 25kWh. Sempre considerando a velocidade do vento de 5,5 m/s.
A inspiração dos irmãos Arun e Anoop George, que fundaram a empresa, veio das milhões de pessoas sem acesso à rede elétrica comercial na Índia e no mundo. A vida útil da turbina é de 20 anos, produzindo energia limpa a baixo custo.

Vantagens e cuidados
O projeto piloto foi lançado pela startup em janeiro deste ano em uma igreja. O equipamento pesa 72kg e foi projetado para funcionar em diferentes condições climáticas e, segundo os fabricantes, pode gerar energia 365 dias por ano.
O posicionamento da turbina se adapta à direção da corrente de ar, o ruído gerado é de cerca de 10% do barulho produzido pelo próprio vento e a energia produzida a partir do vento é renovável -- uma alternativa à outras fontes de energia, como a produzida a partir de combustíveis fósseis.
A empresa, no entanto, alerta em seu site que para avaliar a viabilidade de geração de energia eólica é necessário levar em conta diversos fatores que vão desde a densidade do ar e força dos ventos, até temperatura e condições do solo. O valor de 5kWh por dia considera uma velocidade do vento de 5,5 m/s. (Ciclo Vivo – 14.12.2020)

Tarifa de Itaipu será de US$ 28,07/kW no ano que vem

Valor representa redução de 1,18% em relação a 2020

A tarifa de repasse da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu em 2021 será de US$ 28,07 por quilowatt por mês. O valor é 1,18% menor que o de 2020, de US$ 28,41/kW, e vai vigorar entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano que vem.
A energia da usina é comercializada pela Eletrobras e dividida em cotas proporcionais entre as distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O valor aprovado pela Aneel nesta terça-feira, 15 de dezembro, considera o custo unitário dos serviços de eletricidade (US$ 22,60/kW), o custo da energia cedida ao Brasil pelo Paraguai (US$ 2,12/kW) e a parcela relacionada ao fator de reajuste (US$ 3,3457/kW).
Itaipu tem 14 mil MW de potência instalada e atende 11,3% do mercado brasileiro e 88,1% do paraguaio. (CanalEnergia – 15.12.2020)

 

 

Brasil prevê foco em energia eólica, solar e gás, mas Covid pode afetar investimentos

As hidrelétricas praticamente não devem ter espaço na expansão do sistema elétrico do Brasil ao longo da próxima década, enquanto empreendimentos de novas fontes renováveis como parques eólicos e solares deverão dominar os investimentos, assim como térmicas a gás natural.
As projeções constam de versão preliminar do Plano Decenal de Energia 2030 (PDE), da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), submetido a processo de consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia por 30 dias a partir desta segunda-feira.
Mas o documento, que traz um planejamento indicativo de longo prazo dos investimentos em energia, sinaliza que tanto os aportes em novas usinas quanto em linhas e subestações podem ser significativamente impactados pela pandemia de coronavírus, principalmente em caso de uma segunda onda de contágios.
O cenário mais otimista do chamado "PDE" prevê que a carga de energia no sistema elétrico do Brasil poderia superar 100 gigawatts médios em 2030.
Em um cenário de crise sanitária mais intensa e prolongada, no entanto, com segunda onda de Covid-19, a carga ao final do horizonte seria de 84,4 gigawatts médios. O cenário básico, de referência, aponta para expansão até 93,8 gigawatts médios.
No setor de transmissão de energia, o PDE apontava inicialmente para investimento total de 108,7 bilhões de reais em dez anos, reduzido para 89,6 bilhões no cenário de referência após a pandemia. Em uma visão pessimista, os aportes poderiam cair para 59,2 bilhões de reais.
Em geração, o cenário otimista projeta crescimento de 55 gigawatts na capacidade instalada do Brasil até 2030, enquanto o mais negativo aponta para apenas 11 gigawatts adicionais.

Renováveis e Gás
O plano decenal do governo projeta no cenário base um crescimento de quase 2,4 gigawatts por ano em potência instalada de usinas eólicas e de 731 megawatts anuais nas solares, o que faria essas fontes somarem capacidade adicional de cerca de 15,5 gigawatts entre 2026 e 2030.
Já usinas termelétricas flexíveis poderiam ter uma expansão de 12,3 gigawatts ao longo do período, com instalação de 2 gigawatts e 3 gigawatts por ano.
Para as hidrelétricas, porém, não há perspectivas de novos empreendimentos com entrada em operação ao longo da década, mas apenas de ampliação de usinas existentes.
"Essa oferta não se mostrou como uma opção economicamente atrativa para a expansão", apontou o PDE, que também cita necessidade de "harmonização com questões socioambientais" como fator para garantir a viabilidade de novos projetos hídricos.
Assim, o PDE vê hidrelétricas alcançarem 106,4 gigawatts em 2030, ante 101,9 gigawatts atualmente.
Isso faria a participação da fonte na matriz brasileira recuar dos atuais 62% para 54% em dez anos, enquanto usinas eólicas, solares, de biomassa e pequenas hidrelétricas saltariam de 24% do total para 33%.
O plano, no entanto, observa que algumas usinas hídricas em processo de estudo poderão ser viáveis no médio prazo, como as hidrelétricas de Tabajara e Bem Querer, ambas na região da Amazônia.
Mas o documento do governo afirma que tem como objetivo também "intensificar o debate" sobre o papel das hidrelétricas no Brasil.
"A dificuldade de viabilização de novos projetos é um fato notório nos últimos anos. Enxergar novos modelos de negócios, mapear as possibilidades para melhor aproveitar o potencial remanescente e reconhecer a mudança da nossa matriz de energia elétrica são elementos chave para valorizar a importância das hidrelétricas no Brasil."
Em relação ao uso de carvão em usinas térmicas, que tem perdido espaço no mundo, em meio a um foco maior na geração renovável, o plano estatal afirma que essa é uma discussão que "deve ser tratada com muita atenção" e sugere apenas a modernização de um empreendimento já existente no período.
O planejamento do governo ainda projeta pela primeira vez a construção de usinas termelétricas movidas a resíduos sólidos urbanos e aponta para limite mínimo de expansão de 60 megawatts com essa tecnologia, "a título de política energética". (Reuters – 14.12.2020)

 

 

Mini turbina eólica pode gerar energia para casas

Um gerador de energia elétrica de baixo custo foi desenvolvido pela startup indiana Avant Garde Innovations e pode ser a solução para famílias que não têm acesso à rede elétrica ou para aqueles que não querem mais depender do fornecimento público de energia.
Nomeada de Avatar, esta pequena turbina eólica de cerca de 3 metros de diâmetro é ideal para residências, imóveis comerciais e para áreas rurais. O equipamento gera cerca de 5 kWh por dia e custa US$ 899 -- preço inferior a alguns aparelhos de smartphones.
Existem outros modelos de turbinas eólicas comercializadas pela empresa: uma de 4,26m de diâmetro e 90kg, que produz 15kWh e custa US$ 2430 e a maior de 4,87m de diâmetro, pesando 100kg, que custa US$ 4045 e produz 25kWh. Sempre considerando a velocidade do vento de 5,5 m/s.
A inspiração dos irmãos Arun e Anoop George, que fundaram a empresa, veio das milhões de pessoas sem acesso à rede elétrica comercial na Índia e no mundo. A vida útil da turbina é de 20 anos, produzindo energia limpa a baixo custo.

Vantagens e cuidados
O projeto piloto foi lançado pela startup em janeiro deste ano em uma igreja. O equipamento pesa 72kg e foi projetado para funcionar em diferentes condições climáticas e, segundo os fabricantes, pode gerar energia 365 dias por ano.
O posicionamento da turbina se adapta à direção da corrente de ar, o ruído gerado é de cerca de 10% do barulho produzido pelo próprio vento e a energia produzida a partir do vento é renovável -- uma alternativa à outras fontes de energia, como a produzida a partir de combustíveis fósseis.
A empresa, no entanto, alerta em seu site que para avaliar a viabilidade de geração de energia eólica é necessário levar em conta diversos fatores que vão desde a densidade do ar e força dos ventos, até temperatura e condições do solo. O valor de 5kWh por dia considera uma velocidade do vento de 5,5 m/s. (Ciclo Vivo – 14.12.2020)

Calor do deserto vai gerar eletricidade em Dubai após pôr do sol

O principal fornecedor de energia em um dos maiores parques solares do mundo contratou a Azelio AB para tecnologias que podem ser usadas para transformar o calor armazenado no deserto em eletricidade após o pôr do sol.
A Azelio vendeu armazenamento e um motor Stirling para o complexo solar Mohammed Bin Rashid Al Maktoum em Dubai, de acordo com comunicado.
A energia solar gerada a partir do campo de 950 megawatts será usada para aquecer um bloco de alumínio reciclado a 600 graus Celsius durante o dia. O motor Stirling pode então ser usado para transformar o calor em energia durante a noite.
"Nosso armazenamento de energia de longa duração pode tornar a energia solar disponível 24 horas por dia de uma forma acessível", disse Jonas Eklind, diretor-presidente da Azelio no comunicado.
A empresa sediada em Gotemburgo, na Suécia, não revelou o tamanho da unidade ou o valor do pedido. A tecnologia está disponível em unidades com até 100 megawatts de capacidade.
A ALEC Energy , que está desenvolvendo o complexo solar MBR, fez o pedido.
O projeto de Dubai é propriedade conjunta da Dubai Electricity & Water Autority, ACWA Power e Silk Road Fund. Eles planejam expandir a capacidade do parque para 5.000 megawatts até 2030. (Bloomberg – 14.12.2020)

 

 

Bagaço de cana atendeu a 5% do consumo anual de eletricidade do país em 2020

Setor aguardar receber R$ 500 milhões relacionados ao GSF em 2021

Em 2020, a energia produzida a partir da queima de resíduos do cultivo da cana de açúcar no Brasil foi suficiente para atender a 5% do consumo de eletricidade do país no ano. O bagaço de cana foi capaz de atender a demanda elétrica tanto do processo produtivo do açúcar e do combustível etanol, como ainda exportou em benefício de todo o país 22,6 mil GWh neste ano, crescimento de 1% em relação ao resultado de 2019.
“O montante equivale a 5% do consumo anual de energia elétrica no país, ou seja, a atender a 12 milhões de residências”, diz o comunicado divulgado da Unica nesta terça-feira, 15 de dezembro.
Em termos de redução de emissões de carbono, é o mesmo que ter evitado 7 milhões de toneladas de CO2 que seriam depositadas na atmosfera do planeta, segundo a Unica, marca que somente seria atingida com o cultivo de 49 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.
GSF – R$ 500 milhões é o montante financeiro que os agentes do setor sucroenergético esperam receber com o fim da judicialização do mercado de curto prazo de energia.
Depois de quase 6 anos, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) está perto de encerrar o período mais longo em que o mercado de energia operou de maneira anormal.
Em setembro de 2020, o Congresso aprovou e o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.052 com uma proposta de acordo para por fim a judicialização do GSF. Basicamente, espera-se que os geradores protagonistas dessa judicialização aceitem pagar R$ 10,3 bilhões que estão “travados’ na CCEE por causa de liminares concedidas às empresas a partir do ano de 2015.

Setor aguarda receber em 2021 R$ 500 milhões relacionados ao GSF.
“Vale destacar que em setembro a Lei 14.052 foi aprovada com o objetivo de resolver a judicialização do risco hidrológico nas liquidações financeiras mensais no Mercado de Curto Prazo, que se arrasta desde 2015 e afeta bastante a bioeletricidade, com uma dívida judicializada de R$ 10,3 bilhões”, reforçou o gerente de bioeletricidade da Unica, Zilmar de Souza, na mesma nota à imprensa.
Estima-se que setor sucroenergético tenha a receber em torno de R$ 500 milhões desta dívida.

Agenda 2021
O comunicado da associação de representa o mercado de bioeletetricidade também trouxe a pauta do setor para o próximo ano. Destacou que aguardam os primeiros pagamentos do GSF em abril de 20121, referentes aos acordos do GSF alcançados entre geradores hidrelétricos e Governo Federal.
A Unica sinaliza que vai trabalhar para que a reforma do modelo econômico regulatório do setor elétrico avance no Congresso Nacional em 2021 (PLS nº 232/18 e PL nº 1.917/15). A Unica também tem interesse em apoiar o movimento político por um mercado de energia mais livre e competitivo no Brasil. Esse processo envolve aprovar alteração em leis, decretos e comandos regulatórios empurrando o setor elétrico para um modelo mais moderno, flexível, sofisticado e alinhado com os países mais desenvolvidos.
Esse objetivo se alcançar, não só, mas também reduzindo as barreiras que impedem que clientes os consumidores de energia do mercado cativo (entenda-se concessionárias de distribuição de energia) possam escolher o fornecedor de energia que desejar e melhor atende a sua necessidade de consumo de eletricidade.
Por fim, a Unica vai trabalhar para que novos projetos de bioeletricidade e biogás participem dos quatro leilões prometidos pelo Ministério de Minas e Energia para 2021, conforme recente calendário de leilões de energia publicada no Diário Oficial da União. (CanalEnergia – 15.12.2020)

Reservatórios do Nordeste recuam e operam abaixo de 50% da capacidade

Os outros três subsistemas estão com menos de 30% do nível de armazenamento, mas tiveram recuperação, segundo NOS

Os reservatórios do Nordeste recuaram 0,2% e estão operando com 49,9% da capacidade, segundo dados do último domingo, 13 de dezembro, em comparação ao dia anterior, do Operador Nacional do Sistema Elétrico. A energia armazenada está em 25.754 MW mês e a energia afluente armazenável em 48% da média de longo termo. A UHE Sobradinho opera com 52,65% da capacidade.
Os outros três subsistemas operam abaixo dos 30% da capacidade, mas tiveram um domingo de recuperação do nível de armazenamento. No Sudeste/Centro-Oeste, a alta ficou em 0,1% para 16,8% da capacidade. A energia armazenada acumula 34.252 MW mês e a energia afluente armazenável está em 45% da MLT. A hidrelétrica de Furnas tem 14,61% da capacidade e a de Nova Ponte, com 11,41%.
A região Sul teve a maior alta do nível de armazenamento, de 0,6%, para 23,3% da capacidade. A usina armazenada chega a 4.642 MW mês e a energia armazenável afluente está em 96% da média histórica. A usina G.B.Munhoz está com 19,29% da capacidade e Passo Real com 40,11%.
Na região Norte, os reservatórios subiram 0,1% para 26,3% da capacidade. A energia armazenada está em 3.988 MW mês e a energia afluente armazenável em 47% da MLT. A UHE Tucuruí opera com 22,77% da capacidade. (CanalEnergia – 14.12.2020)

Elétricas vão usar inteligência artificial para aumentar produtividade

Objetivo do projeto é facilitar e aprimorar a análise de dados de ocorrências e intervenções no sistema elétrico, transcrevendo comunicação de áudio realizada pelas equipes de operação

As elétricas Engie Brasil e CPFL Energia se uniram para colocar em prática uma solução inovadora com potencial de aumentar a eficiência dos processos que dependem de comandos de voz na operação de redes elétricas, com potencial de aplicação para distribuidoras, transmissoras e geradoras de energia.
Desenvolvida em conjunto com a Radix – especializada em tecnologia e engenharia, o projeto consiste em utilizar inteligência artificial para reconhecer comunicação de áudio realizada pelas equipes de operação, transcrevendo as informações em linguagem natural e fazer a correlação inteligente desses dados com os eventos da rede.
O sistema baseia-se em dados estruturados e não estruturados, contando com a utilização de técnicas de Data Science em aplicações de pós-operação e tempo real. O projeto conta com recursos do programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com previsão de entrega para abril de 2022. A Radix executa projetos de P&D desde 2017.
O objetivo do projeto é facilitar e aprimorar a análise de dados de ocorrências e intervenções no sistema elétrico, com ganhos de produtividade e melhoria dos processos, por meio da transcrição das informações compartilhadas por canais de voz entre os centros de operação e as equipes de campo e vinculação aos registros de sistemas supervisórios. (CanalEnergia – 15.12.2020)

 

 

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