MENU
04/12/2020

Informes Setor Elétrico

Chuva na madrugada deixa 129 mil unidades sem energia em SC

Distribuidora colocou 190 equipes nas ruas para restaurar sistema

Uma chuva intensa atingiu a rede elétrica de pelo menos dez regiões de Santa Catarina na madrugada desta quinta-feira, 3 de dezembro. De acordo com a Celesc, cerca de 129 mil unidades consumidoras tiveram o fornecimento interrompido. A região do Ato Vale foi a mais atingida, chegando a 83 mil unidades sem energia. A ocorrência com maior impacto foi na Linha de Transmissão que conecta as Subestações Blumenau Garcia e Blumenau Bairro da Velha.
Ainda de acordo com a Celesc, 190 equipes trabalham para recuperar o sistema nas regiões atingidas. Às 13h30min, a distribuidora tinha 23.865 unidades sem energia por desligamentos acidentais. A cidade de Itajaí, uma da mais atingidas, é a que tem mais unidades desligadas, com 7.404 unidades. (Agência CanalEnergia – 03.12.2020)

 

Deputado quer suspender aplicação de bandeira de dezembro

Bandeira vermelha patamar 2 prejudicaria população durante pandemia e pode ter impactos econômicos negativos na economia


O Projeto de Decreto Legislativo 495/20 suspende um despacho da Agência Nacional de Energia Elétrica, publicado na última segunda-feira, 30 de novembro, que determinou que a conta de luz do mês de dezembro terá bandeira vermelha Patamar 2. Isso significa que desde o dia 1º de dezembro cada 100 kWh consumidos terão uma cobrança adicional de R$ 6,243, o preço mais alto que a energia pode ter no País para os consumidores atendidos pelas companhias de distribuição. O projeto, que tramita na Câmara dos Deputados, foi apresentado pelo deputado André Figueiredo (PDT-CE). Outras duas propostas semelhantes também estão em análise na Casa. Trata-se dos PDLs 496/20 e 497/20, dos deputados Celso Sabino (PSDB-PA) e Cássio Andrade (PSB-PA).

 

Figueiredo lembra que em maio a Aneel havia decidido que, em razão da pandemia, seria adotada a bandeira verde até 31 de dezembro, ou seja, não haveria cobrança extra na conta de luz. Para ele, a retomada do sistema de bandeiras tarifárias vai prejudicar a população no momento em que os casos de Covid-19 tornam a crescer em todo o País. Segundo o deputado, o Brasil atravessa um período crítico da pandemia, com tendência crescente de número de casos e de óbitos. Essa situação pode impactar negativamente na atividade econômica, e, assim, aumentar ainda mais o nível de desemprego, que já se encontra em um patamar alarmante.
A Aneel alega que a queda no nível de armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas – especialmente nas localizadas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul – e a retomada do consumo de energia levaram à necessidade de revogar o despacho de maio e estabelecer a bandeira vermelha Patamar 2 em dezembro. O sistema de bandeiras tarifárias introduzido pela agência em 2015 e funciona como uma sinalização para que o consumidor conheça, mês a mês, as condições e os custos de geração de energia elétrica no País. (Agência Câmara – 03.12.2020)

 

GSF: Dia memorável para o setor elétrico, avalia Rui Altieri

CCEE tem a missão de calcular, em até 90 dias, os prazos referentes a extensão das outorgas de cada usina envolvida na judicialização do risco hidrológico

“Estamos a um passo de resolver o maior problema do setor elétrico nos últimos anos”, disse Rui Altieri em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 1º de dezembro, momentos depois que a Agência Nacional da Energia Elétrica (Aneel) aprovou a resolução que regulamentou as condições para a repactuação do risco hidrológico de geradores com contratos no mercado livre.

O presidente do Conselho da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) festejou a decisão da agência reguladora e disse que agora “a bola está com a CCEE”, que tem a missão de calcular, em até 90 dias, os prazos referentes a extensão das outorgas de cada usina envolvida na judicialização do GSF.

“É uma dia memorável para o setor elétrico, agora a bola está com CCEE”, enfatizou o chefe da casa, que disse estar otimista, mas sabe que ainda existe um caminho longo a ser percorrido.


Aneel regulamenta acordo do GSF

 

A extensão das outorgas foi a condição oferecida pelo Governo Federal aos agentes como compensação pela desistência das ações judicias e pagamento de quase R$ 10 bilhões que está em aberto no mercado de curto prazo, valores que estão se acumulando desde 2015.

A partir de publicação da resolução normativa no Diário Oficial da União (DOU), serão contados dez dias para que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Empresa de Pesquisa Energética (EPE) forneçam as melhores informações para subsidiar a CCEE no cálculo da extensão das outorgas das hidrelétricas envolvidas, desde que não ultrapasse um período maior que 7 anos. Considerando dados estimados, acreditasse que essa extensão não deverá ultrapassar 2 anos.


Uma vez que a CCEE tenha os valores definidos e aprovados pela Aneel, os agentes envolvidos terão um tempo para discutir as condições com os gestores de cada companhia e tomar uma decisão. “A precisão agora tem que ser na vírgula”, disse Altieri, reforçando que agora cada detalhe será tratado como informação valiosa para a realização da conta.


Tudo caminha para que o mercado de curto prazo volte à normalidade a partir da contabilização de fevereiro, com início de pagamento em abril de 2021. Os valores devidos pelos geradores poderão ser pagos em parcelas, ainda sem um limite máximo definido. No caso da repactuação do mercado regulado, o débito foi dividido em até seis parcelas, porém alguns agentes, inclusive, anteciparam os pagamentos. (CanalEnergia – 01.12.2020)

 

Aneel define CVU da UTE Uruguaiana em R$ 606,28/MWh

Decisão para térmica controlada por empresa argentina vale para período de dezembro de 2020 até 30 de abril de 2021


A Aneel aceitou o pedido da AES Uruguaiana Empreendimentos, agora controlada pela empresa argentina San Atanasio Energía (Saesa), determinando o valor do Custo Variável Unitário da térmica Uruguaiana a partir do Programa Mensal de Operação – PMO de dezembro até 30 de abril de 2021, e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, para a contabilização da energia gerada no período.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico e a CCEE deverão aplicar os novos valores, fixados em R$ 606,28/MWh incluindo os custos e de R$ 427,34/MWh sem a incidência, informa o despacho nº 3.370, publicado no Diário Oficial desta quarta-feira, 2 de dezembro. Já o montante de geração à recuperação dos custos fixos, ficou em 175.770 MWh. (CanalEnergia – 02.12.2020)

 

Aneel publica norma que regulamenta acordo do GSF

Geradores terão que pagar débitos no mercado de curto, mas serão compensados com a extensão das outorgas


A Agência Nacional de Energia Elétrica publicou nesta quinta-feira (3/12) a resolução que regulamenta as condições para a adesão ao acordo do GSF de geradores hidrelétricos com contratos no mercado livre. A norma detalha como será feita a compensação prevista em lei aos empreendedores afetados durante a implantação das usinas de Santo Antônio, Jirau e Belo Monte, pela geração termelétrica fora da ordem de mérito e pela importação de energia durante a crise hídrica iniciada em 2012.
As condições gerais de renegociação dos débitos bilionários de usinas participantes do Mecanismo de Realocação de Energia foram estabelecidas na Lei 14.052. A legislação prevê o pagamento da dívida acumulada no mercado de curto prazo, em troca da extensão por até sete anos do período de outorga de cada empreendimento. As próprias usinas estruturantes terão direito a essa compensação.
O acordo não inclui a UHE Itaipu e centrais geradoras hidrelétricas (até 5MW de potência), que não tem outorga. Usinas em regime de cotas, cujas concessões foram renovadas de acordo com a Lei 12.783, de 2013, poderão reivindicar a compensação, mas apenas para a parcela de energia contratada no ambiente livre.
A indenização considera os impactos causados pela diferença entre a garantia física considerada na fase de motorização das usinas estruturantes e a energia agregada de fato ao sistema por cada unidade geradora. A antecipação dos valores de garantia física, que é a energia passível de contratação, estava prevista nos editais de licitação de Santo Antônio, Jirau e Belo Monte, para tornar os projetos mais atraentes aos investidores.
Foram verificados também efeitos decorrentes de restrições ao escoamento de energia dessas hidrelétricas, em função do atraso na entrada em operação ou da entrada em operação em condição técnica insatisfatória de instalações de transmissão. No caso de Jirau e Santo Antônio, o problema ocorreu nos dois bipolos em corrente contínua que interligam a Subestação Coletora Porto Velho à SE Araraquara 2 e os dois Back-to-Back da SE Coletora Porto Velho.
Belo Monte foi afetada por restrições de escoamento na subestação Serra Pelada, LT 500 kV Xingu / Serra Pelada – C1 e C2, LT 500 kV Serra Pelada / Miracema C1 e C2 e LT 500 kV Serra Pelada / Itacaiúna. O atraso para a entrada em operação das instalações é o período entre 1º de agosto de 2016 e a data de entrada em operação comercial, estabelecida nos termos de liberação emitidos pelo Operador Nacional do Sistema.
As hidrelétricas do MRE também serão ressarcidas pelos efeitos do acionamento de usinas térmicas mais caras e da importação de energia sem considerar a ordem de custo, desde 1º de janeiro de 2013 até o último mês a ser contabilizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Os valores da compensação serão calculadas pela CCEE em até 90 dias. Eles terão atualização pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e pela taxa de desconto de 9,63% ao ano até a data de fim da outorga vigente. A adesão esta condicionada à retirada pelo gerador de ações judiciais em curso e à renúncia a ações futuras. (CanalEnergia – 03.12.2020)

 

Celesc trabalha para reduzir perdas não técnicas

Índices de DEC e FEC da distribuidora melhoraram e ficaram abaixo do limite regulatório

Apesar de ainda acima do limite regulatório, a Celesc vem atuando para reduzir as suas perdas não técnicas. Em teleconferência de resultados nesta segunda-feira, 3 de novembro, a diretora de Finanças e Relações com Investidores, Claudine Furtado Anchite, revelou que a distribuidora vem tomando medidas para melhorar os resultados. Identificação de casos de fraude, revisão de metas de fiscalização e a implantação de sistemas antifurto são as principais medidas adotadas desde o ano passado. “É um trabalho de formiga, de médio prazo, mas que vem surtindo efeito”, explica. O patamar regulatório estipulado para perdas não técnicas é de
Por outro lado, os índices de qualidade DEC e FEC tiveram bons resultados na série histórica. Em nove meses, o DEC ficou em 6,3 horas quando o regulatório é de 11horas. Já o FEC, de frequência de interrupção, fico em 4,7 vezes, quando o regulatório é de 8,6 vezes. “É fruto dos grandes investimentos que fizemos ao longo de 2019, com obras na alta tensão e reformas na média e na baixa tensão”, avisa a executiva. Esses investimentos foram potencializados devido a financiamento obtido com o BID.

Em nove meses do ano, a distribuidora tem nível de contratação de 107,68%. Para se adequar ao nível de cobertura tarifária regulatório de 105%, tem sido feito uso do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits e do Mecanismo de Venda de Excedentes Anual. Houve um decréscimo no consumo na classe industrial, em contraponto ao aumento de quase 10% na classe residencial. (CanalEnergia – 30.11.2020)

 

EPE: consumo em outubro aumenta 3,5%

É o terceiro aumento seguido em 2020. No acumulado do ano, há queda de 1,2%

O consumo de energia no Brasil em outubro teve aumento de 3,5% na comparação com o mesmo mês de 2019. Dados da Resenha Mensal da Empresa de Pesquisa Energética indicam que esse é o terceiro aumento consecutivo no ano, com a maior taxa mensal, desde fevereiro de 2019, e o maior consumo total mensal da série histórica, iniciada em 2004. Já o acumulado em 12 meses ficou em 473.774 GWh, demonstrando uma variação negativa de 1,2%, entretanto uma queda mais suave do que a anotada em setembro.

Pelo quarto mês consecutivo a classe residencial, que subiu 9,3%, tem crescimento elevado e segue puxando a demanda nacional de eletricidade em outubro, acompanhada pela classe industrial, que cresceu 4,9%. Enquanto as residências registraram o maior consumo da série histórica e a maior taxa de variação em relação ao mesmo mês do ano anterior, desde fevereiro de 2014, as indústrias apresentaram o maior consumo em outubro desde 2013, com avanço disseminado em todas as regiões do país e destaque para os segmentos metalúrgico e fabricação de produtos minerais não metálicos.

Já a classe comercial, que recuou 6%, embora registrando a menor queda desde abril de 2020, ainda permanece sob influência da pandemia da Covid-19, principalmente no setor de serviços. Apenas a Região Norte, com aumento de 1,1%, apresentou expansão do consumo no comércio em outubro.

Novamente nesse mês todas as regiões apresentaram expansão do consumo de energia, dando continuidade ao movimento de avanço disseminado por todo o País iniciado em setembro. A região Norte, que teve aumento de 6,5%, segue como destaque, acompanhada pelas regiões Centro-Oeste, que subiu 6,2%; Sudeste, que cresceu 3,3%; Nordeste, com crescimento de 2,9% e Sul, que variou 1,9%. Em variação absoluta de consumo, destaque para a região Sudeste que apresentou expansão de 675 GWh, mais que o triplo da expansão em GWh registrado pelo Centro-Oeste, que aparece em seguida com 214 GWh.
Quanto às modalidades de contratação de energia, o mercado livre apresentou crescimento de 8,6% no mês, enquanto o consumo cativo das distribuidoras de energia elétrica cresceu 0,8%, primeira expansão desde fevereiro deste ano. (CanalEnergia – 30.11.2020)

 

Itaipu prevê 70 milhões de MWh acumulados até este domingo

Diretoria técnica avalia produtividade da usina em ano de crise hídrica e pandemia

A hidrelétrica de Itaipu deve atingir 70 milhões de megawatts-hora (MWh) em geração acumulada do ano no início da tarde deste domingo, 29 de novembro, segundo previsão da Diretoria Técnica da binacional. Em operação desde em maio de 1984, a usina acumula 2,7 bilhões de MWh em 36 anos e seis meses de funcionamento.
Quando comparada a produção anual de 2019 das maiores usinas do sistema de energia brasileiro, a produção da UHE representa 2,4 vezes a da hidrelétrica de Tucuruí (PA) e 5,4 vezes a geração da Ilha Solteira (SP), além de 8,8 vezes na UHE Xingó (AL/SE). A usina totalmente brasileira que mais produziu no ano de 2019 foi Tucuruí, com cerca de 29 milhões de MWh, seguida de Belo Monte, com cerca de 25 milhões de MWh.

“Além de garantir o percentual da energia vinculada à potência contratada da Eletrobras da energia afluente, independentemente do nível do reservatório, na tarde de quarta-feira, 25, atendeu-se a uma demanda emergencial na hora de pico do sistema na ordem de 1.510 MW adicionais”, comenta o diretor técnico executivo da Itaipu, Celso Torino, referindo-se a importância do atendimento de ponta da usina.
Até 25 de novembro, a produtividade média da binacional no ano foi de 1,0876 MW/m³/s, valor superior ao obtido no mesmo período de 2019 (1,0793 MW/m³/s). A produtividade média anual daquele ano foi de 1,0794 MW/m³/s, a maior do histórico.
Outro destaque é o fator de disponibilidade operacional (FDO) das unidades geradoras, que chegou a 96,88% em 2020, enquanto o fator de indisponibilidade forçada operacional (FIFO) foi de 0,07%, indicadores que refletem a eficiência na gestão da produção e dos ativos da usina. (CanalEnergia – 30.11.2020)

 

Reservatórios fecham novembro com menos de 30% da capacidade em três subsistemas

Exceção foi a região Nordeste, onde nível de armazenamento ficou em 52%, segundo NOS

No dia seguinte após a Aneel decidir voltar a usar a bandeira tarifária vermelha devido ao baixo volume útil dos reservatórios e aumento do PLD, todas regiões do país voltaram a registrar queda nos níveis na segunda-feira, 30 de novembro, em relação ao dia anterior, informa o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No Sudeste/Centro-Oeste os reservatórios mostraram redução de 0,4% para 17,7% da capacidade. A energia afluente armazenável está em 55% e a armazenada marca 36.111 MW mês. As UHEs Furnas e Nova Ponte registram 16,38% e 14,20%.

A vazão na região Sul também variou 0,4% negativos, indo para 18,2%. A energia armazenada afere 3.631 MW mês e a afluente segue em 18% da MLT. As UHEs Passo Fundo e G.B Munhoz funcionam com 39,98% e 3,23%. No Norte a diminuição foi de 0,1% e o subsistema caiu para 28,9% de seu volume útil. A energia afluente consta em 86% da MLT e a armazenada mostra 4.387 MW mês. A usina de Tucuruí produz energia com 25,19%.

O armazenamento junto ao SIN também teve decréscimo de 0,1% para os reservatórios nordestinos, que operam a 52,2%. A energia contida aparece com 26.926 MW mês e a afluente permanece em 85% da MLT, com a UHE Sobradinho trabalhando a 51,17%. (CanalEnergia – 01.12.2020)

 

Armazenamento hidrelétrico reduz em todos subsistemas

Sul variou 0,3% e opera a 17,6% da capacidade, enquanto outras regiões recuaram em 0,2%

Os reservatórios do Sul apresentam 17,6% de seu volume útil junto ao SIN, após registrarem queda de 0,3% na última quarta-feira, 2 de dezembro, em relação ao dia anterior, informa o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A energia armazenada afere 3.497 MW mês e a afluente foi para 52% da MLT. As UHEs Passo Fundo e G.B Munhoz funcionam com 39,61% e 2,70%.

No Norte, o armazenamento das UHEs diminuiu 0,2% e o subsistema apresenta 28,5%. A energia afluente consta em 59% da MLT e a armazenada mostra 4.320 MW mês. A usina de Tucuruí produz energia com 24,68%. No SE/CO o recuo também foi de 0,2% e o submercado opera a 17,2%. A energia afluente armazenável desceu para 29% e a armazenada marca 34.932 MW mês. As UHEs Furnas e Serra da Mesa registram 15,20% e 23,59%.

No Nordeste do país a capacidade útil dos reservatórios também verificou decréscimo de 0,2% e o subsistema trabalha a 52,2%. A energia armazenada indica 26.932 MW mês e a afluente está em 49% da MLT, com a UHE Sobradinho trabalhando a 51,66%. (CanalEnergia – 03.12.2020)

 

Absolar considera ultrapassada visão do TCU sobre GD

Tribunal determinou à Aneel apresentação de um plano para revisão de benefícios previstos na Resolução 482

 
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica afirmou em nota que o Tribunal de Contas da União parte de premissas ultrapassadas e parciais sobre os benefícios da geração distribuída, ao determinar à Agência Nacional de Energia Elétrica um plano para retirar a diferenciação tarifária entre consumidores, resultante do sistema de compensação de energia elétrica.

A decisão aprovada pelo plenário do TCU no último dia 18 de novembro estabeleceu prazo de 90 dias para que a Aneel apresente um plano de revisão da Resolução 482, que está em consulta pública desde o ano passado. A norma criou em 2012 incentivos para o desenvolvimento de mini e microssistemas de geração distribuída, permitindo a isenção da cobrança de custos e encargos associados ao uso da rede de distribuição aos consumidores que implantassem esses sistemas.

Para a vice-presidente de geração distribuída da Absolar, Bárbara Rubim, a prerrogativa de decidir sobre alterações regulatórias cabe à Aneel. A executiva considera a manifestação do TCU “problemática porque toma por base argumentos unilaterais e que não refletem as atuais discussões entre o Congresso Nacional, a agência reguladora (Aneel) e os outros agentes do setor.

”A representante da associação também destacou que a revisão da norma tem sido discutida há mais de um ano, e que nesse período a sociedade tem exigido cada vez mais o reconhecimento dos atributos econômicos, sociais, energéticos e ambientais da GD.

A relatora do processo, ministra Ana Arraes, ponderou em seu voto que a proposta da agência tende a corrigir efeitos colaterais negativos ocasionadas pela geração distribuída e pela regulamentação, e fala em um modelo “insustentável e socialmente injusto. ” Apesar disso, o TCU recomendou um período de transição, para não resultar em “ônus ou perdas anormais ou excessivos, nem tratamento desproporcional ou não equânime” aos proprietários de telhados solares beneficiados pelo incentivo. (CanalEnergia – 01.12.2020)

 

Voltar

FAÇA PARTE

Quer se filiar à Federação?

Solicite seu cadastro em
fecoerusc@fecoerusc.org.br

IR PARA
TOPO